Publicado por: Gladis Maia | 11/10/2009

Brincando e aprendendo!

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por Gladis Maia

Desde que nascemos –  pensando bem,  já no útero materno –  começamos a nos mexer e estes movimentos não param, via de regra. Vão evoluindo, vamos crescendo e melhorando nossa capacidade de executá-los e progredindo para uma performance,  onde os movimentos passam a ser executados com maior precisão e menor desgaste de energia. E, se tudo correr bem, rumo à excelência destes!

O movimento humano é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço. Constitui toda uma linguagem, que permite já as crianças, mesmo em tenra idade, agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando  outras pessoas, através da expressão de  suas emoções e sentimentos.

O papel da Educação Motora tem como objetivo ampliar estas possibilidades do uso significativo dos gestos e posturas corporais, ficando evidente que esta atividade deva ser levada a sério,  quando praticada nas instituições que cuidam da Educação Infantil.

Na sua aplicação deve-se respeitar: a faixa etária do aluno; as diferenças individuais das crianças; o grau de maturidade de cada uma delas, tendo o conhecimento de por que agem desta ou daquela forma, por que umas realizam determinadas movimentos com destreza e outras não.

É necessário também conhecer   métodos, técnicas diversificadas que envolvam atividades que permitam o desabrochar de cada criança, de acordo com suas potencialidades e para isto, também é claro, especializar-se para desenvolver tal função, pois um dos maiores crimes que se pratica contra estas crianças em formação é deixá-las aos cuidados  de profissionais não habilitados.

A Psicomotricidade aparentemente trabalha somente o corpo, mas só aparentemente, porque seus resultados falam diretamente à aprendizagem em geral.  Suas conseqüências atingem o social, o afetivo, o emocional, o psíquico, o mental e o cognitivo.

É claro que as habilidades motoras devem ser desenvolvidas num contexto lúdico, através de jogos, de brincadeiras para gerar saúde nos seus participantes, sem a monotonia dos exercícios físicos militares, que mais  tensionam a criança  do que promovem o  desenvolvimento de  suas potencialidades.

Muitos professores de Educação Física – habilitados ou não –   talvez não se dêem conta de que,  ao longo da história da infância,  que não é tão remota assim,  jogos e brincadeiras como as cantigas de roda, a  amarelinha ou sapata, o pega-pega ou bruxa e tantas outras (que se eles não brincaram,  seus pais ou avós certamente sim, é só pesquisar …)  tiveram um importante papel no desenvolvimento da criança e podem ser incorporados satisfatoriamente aos conteúdos pedagógicos   das suas aulas.

A falta destas atividades mais próprias, porque próximas do universo infantil, desqualificam as creches, como chamávamos até pouco tempo atrás, que não as vivenciam no seu cotidiano, pois as crianças não brincam mais em lugar algum.

Se por um lado têm roupa limpa e alimento a tempo, ficamos lhe devendo estas horas de prazer e de trabalho, pois brincar, para a criança é puro trabalho, qualquer estudioso sobe disto.

Por isso a criança – pelo menos na sua  primeira infância –  tem todo o direito de viver  intensamente  cada dia, como se fosse o último. Elas esperam que compreendamos isto! Pensem nisso! Namastê!

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